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Pistola de modelo distribuído às tropas de Minas Gerais em 1786. Arquivo Ultramarino, Lisboa. |
Os regulamentos militares portugueses previam o uso de uma pistola por cada cavalariano ou homem montado, mas há apenas pequenas informações sobre o uso desse tipo de arma por oficiais - a espada ainda era considerada como uma arma mais “cavalherisca” e, com certeza, era muito mais confiável que as pistolas de pederneira então existentes.
Certamente, Portugal tinha seus modelos de pistolas, mas novamente não encontramos dados sobre estes. Como nas coleções de museus de armas que conhecemos as poucas pistolas que são encontradas são de modelos ingleses, podemos dizer - com certo grau de segurança, que este tipo de equipamento seguiu o padrão do resto das armas usadas na metrópole lusitana e em suas colônias, ou seja, eram majoritariamente de origem inglesa, apesar de, neste caso, haver dúvidas, pois o inventário do Arsenal de Lisboa de 1802 cita a existência de 6.064 (43% do total em depósito) pistolas francesas. Mas como a referência é acompanhada da nota de que são armas “avulsas” (isso é, não fazem par como era o caso das pistolas da maior parte dos países da Europa) e eram “usadas”, ficamos com a impressão de que estas pistolas, talvez, fossem material capturado aos franceses de dados aos portugueses pelos ingleses. De fato, especialistas no assunto afirmam que pistolas de origem francesa não são excepcionalmente raras em coleções particulares.