Armas de Haste

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Variante de alabarda, de um livro de esgrima do século XVI.

Um dos artefatos bélicos mais comuns do século XVI, não podemos dizer que as armas de haste fossem de uso normal no Brasil. De fato, não se conhecem exemplares autênticos de armas de haste dos séculos XVI e XVII em museus brasileiros e, devido as características das lutas que aqui se travaram, não cremos que estas tenham sido comuns.

Na Europa, os tipos mais comuns de armas de haste eram o pique e a alabarda (usada por Sargentos), apesar de haver uma grande quantidade de outros tipos, como a partasana, normalmente usada por oficiais, sendo certo que alguns exemplares desses tipos foram usados no Brasil, mas em números reduzidos.

Piqueiro, séc. XVII

A única arma de haste que aparece em registros históricos do Brasil em números razoáveis era o pique. Por exemplo, o Regimento de Tomé de Souza, de 1548, determinava que cada capitão-mór e senhor de engenho deveria ter um determinado número de lanças ou chuços (que interpretamos sejam piques, pois não eram para uso a cavalo), assim como cada morador, que deveria ter um tipo qualquer de arma, incluindo as tais lanças ou chuços.

O pique era uma longa lança para uso a pé, tendo entre três e cinco metros de comprimento, fundamental na Europa para a defesa da infantaria contra a cavalaria, pois só as formações compactas de piqueiros, usando armaduras, tinha condições de repelir a cavalaria pesada - tipo de ameaça que não existia no Brasil dos séculos XVI e XVII, justificando a pouca importância que o pique teve aqui.