Espingarda

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Ruse de Quoniambebe, Thevet , 1575. Mostrando dois espingardões sem fecho. 

Este é o nome genérico dado as armas de fogo usadas em Portugal no início do século XVI. O termo espingarda já convive com o nome arcabuz em meados do século, como no caso do regimento de Tomé de Souza (1548), que determinava que os capitães hereditários eram obrigados a ter “vinte arcabuzes ou espingardas”. Mais para o final do século, a palavra espingarda vai deixando de ser usada, sendo substituída pelo nome arcabuz e pela nova arma, o mosquete, mas volta a aparecer no século XVIII, para designar a arma de infantaria.

De calibre e dimensões variáveis podemos dizer que, de forma genérica, a arma ia de cerca de 1,2 m a 1,5 m de comprimento e de tinha de 4 a 6 kg de peso. Disparando uma bala esférica de chumbo, de 15 a 20 mm de diâmetro, era capaz de penetrar a maior parte das armaduras usadas na Europa e em todas as proteções disponíveis para os indígenas das Américas. Não se conhecem exemplares de espingardas militares do século XVI em acervos de museus no Brasil.