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Diferentes tipos de besteiros medievais. |
A base das milícias urbanas portuguesas, desde o século XIII, eram os besteiros do conto, cidadãos das cidades, chamados ocasionalmente para o serviço militar para o Rei, e que deveriam ser equipados com uma besta de polé (besta com arco metálico, que era armada com um sistema de roldanas, a polé, dando-lhe grande força e poder de penetração). No século XVI as bestas já se encontravam em decadência, pois sua grande vantagem - poder penetrar mesmo nas mais grossas armaduras - tinha se tornado desnecessária com as armas de fogo, que também podiam fazer isso.
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Letra "B" - besta. Gramática de João de Barros, 1539 |
Mesmo assim as bestas ainda tiveram algum uso no Brasil, pelo menos até a segunda metade do século. A primeira fortificação construída no país, em 1502, foi guarnecida parcialmente por besteiros (12, em um total de 24 homens que aqui ficaram). Mais tarde, uma das primeiras “entradas” feitas, em 1530, composta por 80 homens, tinha 40 besteiros em seu número. Finalmente, o Regimento de Tomé de Souza (1548), que determinava que os capitães mores e senhores de engenho tivessem um número idêntico de armas de fogo e bestas em seus arsenais. Cremos que já neste momento uma medida ordenando a posse de bestas fosse arcaica, sendo ela uma das últimas referências que encontramos ao uso desta arma no Brasil. Os termos do Regimento de Tomé de Souza, referentes à questão da defesa, foram reeditados em 1612, para o Governador Gaspar de Souza, mas neste novo documento, as bestas foram substituídas por mosquetes.