Armas de fogo

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Armas do final do século XV e início do XVI, ainda sem fecho. O uso de uma das mãos para colocar a mecha ardente no cano impede a pontaria.

As armas de fogo do século XVI já estavam, basicamente, estabilizadas na forma geral que manteriam pelos próximos trezentos anos. A característica principal delas, que as diferencia das outras posteriores, era o sistema de inflamação, ou seja, os mecanismos usados para detonar a carga propelente do projétil. O sistema adotado no século XV era de se colocar, com a mão, uma mecha (ou morrão) ardente no ouvido da arma, o que impedia a pontaria e não dava muita firmeza ao disparo, pois só uma mão podia ser usada para segurar a arma. Já na século XV este sistema tinha sido substituído pela serpentina, onde a mecha incandescente ficava presa a uma peça em forma de “S”, a serpentina, permitindo que o atirador segurasse a arma com as duas mãos. O passo seguinte foi a adoção do “fecho de mecha”, onde a mecha ficava presa a um cão, que era movido por um mecanismo acionado pelo gatilho, dando segurança ao disparo. Apesar de haver alguns registros no Brasil ao uso de armas mais antigas, cremos que todas as que vieram para cá já tivessem fechos.

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