Armas Brancas

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As armas brancas usadas pelos europeus no Brasil refletem sua cultura pré-industrial e de um capitalismo incipiente, sem que houvesse um Estado Centralizado ou mesmo um governo forte.

Adargueiro (homem com escudo), de um manual de esgrima do século XVI.

O resultado dessa conjuntura era que não havia “armas regulamentares”, cada soldado - se é que podemos usar este nome para chamar os homens d`armas que vinham para cá - comprava seus equipamentos, de forma que cada um deles, do ponto de vista militar, tinha que ser visto individualmente, diferente de todos os outros, as armas, equipamentos e as roupas usadas (civis) seguindo as tendências da moda de cada país ao longo dos séculos. O costume dos soldados pagarem pelo material que usavam chegava ao absurdo destes terem que pagar, do seu salário, a munição que usavam (uso que foi abolido na Inglaterra somente em 1601, por exemplo, apesar de Portugal tê-lo abandonado mais cedo). Finalmente, a “vida útil” de uma arma era muito longa, havendo menções ao uso de armaduras do século XIV nas lutas da Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), de forma que armas muito antigas podiam conviver, em uma mesma unidade, com equipamentos de última geração.

Assim, as indicações que fazemos abaixo são, portanto, apenas indicações de como um homem d’armas poderia ser equipado, sem pretender dizer que este seria o tipo padrão, idêntico, usado por todos os Europeus por aqui.