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Bóia na bateria do Perigo, Canudos, 1898. A esquerda, as confiáveis carabinas Mauser para o tiro a longa distância, mas é possível ver na cintura de cada oficial o coldre com seu revólver de defesa pessoal |
Os revólveres começam a adquirir maior importância neste período, pois se tornam mais baratos e comuns, além de serem muito mais eficientes do que as antigas pistolas de um tiro só. Assim, um primeiro passo foi a abolição das pistolas, pelo decreto nº 5487 de 26 de novembro de 1873. "...estabelecendo este decreto que nos corpos de cavalaria dos clavineiros não se distribua mais a pistola, porque a clavina de repetição, com que são eles armados, se presta, por ser [curta ?] tanto a ser empregada na ordem tática, como individualmente em defesa pessoal...". Dois anos depois, essa ordem ainda não tinha sido efetivada, mas os argumentos contra o uso das pistolas miniés ainda eram válidos, como colocado no relatório do presidente interino da Comissão de melhoramentos do material do exército, José de Vitória Soares de Andrea, ao ministro do Exército:
"Se, pois, é possível ter-se um revólver pelo mesmo preço de uma pistola, arma hoje sem emprego nos exércitos de primeira ordem, não vê a seção razão alguma para que se continue a usar dela no nosso exército".
Assim, foi novamente sugerido a supressão do uso da pistola, que ainda continuou em uso, devido à uma grande resistência em se abandona-la – talvez por que os lanceiros dos regimentos de cavalaria, de outra forma, ficariam sem armas de fogo.
Só mais tarde, com a introdução de um revólver confiável para as praças, o Nagant, a partir de 1881, é que as pistolas finalmente vão desaparecer em definitivo de nosso exército, substituídas pelos revólveres, que permaneceriam supremos como arma de defesa pessoal dos praças até a década de 1970.