Pimentel

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Brasão da Fábrica de Armas da Conceição, 3ª Seção do Arsenal de Guerra da Corte (AGC), Rio de Janeiro.

Arma de projeto nacional – provavelmente de autoria do Major Luiz Carlos da Costa Pimentel, chefe da terceira seção (Fábrica da Conceição) do Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro. Algumas carabinas foram feitas na Conceição, no final da década de 1870, mas nunca foram adotadas. Hoje em dia não se conhecem exemplares deles.

Os dados disponíveis apontam que era uma arma semelhante a Comblain, com bloco da culatra "de lingüeta". Não sabemos exatamente o que seria isso, mas que podemos supor que fosse alguma coisa semelhante ao sistema das Westley-Richards. Usava a mesma munição da Comblain regulamentar, apesar do calibre do cano ser diferente. Como o número de raias da Pimentel – nove, de passo constante de 50 cm, ao invés de quatro de passo de 55 cm – também era diferente, as suas qualidades balísticas deveriam ser igualmente distintas.

O Catecismo do Atirador, livro de 1880, dá as seguintes características para a arma, em comparação com a Comblain:

Arma

Pimentel

Comblain

Sistema

Lingueta

 

Calibre

11,3

11,0

Tempos de carga

3

3

Tiros por minuto

10

14

Peso sem baioneta

4,325

4,250

Cartucho peso g.

40,5

40,5

Alcance

1200

1200

Vel. inicial (m/s)

400

430

Como é possível ver, a arma não trazia grandes vantagens sobre a Comblain, regulamentar do Exército: era mais pesada, a cadência de fogo era menor e a velocidade inicial e, portanto, a energia útil do projétil, também era inferior. Não havia motivos para que ela substituísse a arma regulamentar, pois esta, além de tudo, seria mais barata por já estar em produção em série.