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Lanceiro de 1870. Esta gravura mostra o Cabo Chico Diabo, responsável pela morte de Solano Lopes, no último grande momento da arma na história do país. Como dizia a quadrinha: "o cabo Chico diabo, do diabo Chico deu cabo". |
As lanças estavam ficando obsoletas na segunda metade do século XIX. As armas de fogo raiadas, com alcances efetivos de até 800 metros, faziam com que a tática tradicional do combate de choque – a rápida carga em uma distância curta (não mais de 150 metros a galope, para que os regimentos não perdessem a coesão) estava ficando obsoleta, pois o fogo concentrado e prolongado permitia dizimar os cavalos antes que a unidade pudesse atingir a infantaria inimiga. Como disse um historiador sobre a Guerra Franco-Prussiana (1870): "Em ambos os lados as ações de cavalaria foram espetaculares, invigorantes e completamente inúteis".
O resultado disso foi que, em 1871, a França viria a abandonar a lança como armamento de suas unidades de cavalaria. Esta ainda faria um ou dois retornos à cena européia, até a 1ª Guerra Mundial, mas isso foi mais um símbolo da resistência a mudança do que o real efeito da arma.