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Detalhe do punho de um sabre da Escola Militar. Acervo do Museu Histórico Nacional. |
Este é um sabre de pequenas dimensões (82 cm comprimento, 67,5 cm de lâmina), reproduzindo o "sabre de uso interno", que era usado pelos oficiais nas atividades internas dos quartéis, no início da República. Era de fabricação alemã, trazendo a marca do fabricante, "Alex Coppel", no ricasso.
Originalmente era distribuído aos alunos da Academia Militar, em substituição ao espadim com a forma de uma pequena adaga, que era usado no Império. A mesma arma, sem a inscrição "Escola Militar" no lado direito da lâmina, era distribuída aos "sargentos brigada", os sargentos mais antigos, responsáveis pela escrituração das unidades.
Como todo o espadim, tinha uma função mais cerimonial. De fato, não podia ser usado em combate, pois sua lâmina decorada com gravações em formas de flores e com a legenda "Estados Unidos do Brasil", não podia ser afiada, ainda mais por ser cromada.
Saíram de serviço na Academia já na virada do século, mas a "espada modelo 1890", como era chamada em um manual da Diretoria de Material Bélico de 1950, continuou a ser usada, de forma cada vez mais restritiva. Inicialmente para os inferiores do estado menor dos batalhões e regimentos, depois passando a ser "de uso privativo para o 1º Sargento", ficando finalmente, restrita aos sargentos-brigada, até sair de serviço, depois da década de 1950.
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Sabre, com sua bainha de couro. Acervo do Museu Histórico Nacional. |