Espada D. Maria

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Arma de origem portuguesa,  é conhecida informalmente no Brasil como Espada “D. Maria”, com referência a Rainha de Portugal entre 1777 e 1816, apesar de não ter uma ligação de fato com o seu reinado,  pois foi introduzida em 1806, quando o verdadeiro governante de Portugal e do Brasil era o Príncipe Regente, o futuro D. João VI.

Espada de general do modelo de 1806, semelhante às dos oficiais, apenas com maiores decorações. Acervo do MHN.

Segue o estilo das espadas usadas por oficiais no resto da Europa no final do Século XVIII, quando se passou a adotar o que se chama de “espada de corte” (ou espadim), uma arma leve e com função militar reduzida, mas que não era um incomodo muito grande quando fosse necessário portá-la fora do combate.

Observamos que as espadas do Primeiro Reinado seguem este modelo, mostrando que não houve uma ruptura radical nas práticas portuguesas de então, apesar de ser uma arma pouco apropriada para combate. Talvez por isso ela tenha caído em desuso no Brasil, sendo substituídas, em 1831, por um sabre mais apropriado para a esgrima militar.