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| Detalhe da pintura Batalha do Avaí. O General Osório usa um sabre de oficial modelo 1831 e não o sabre de general, a que teria direito. O soldado paraguaio no chão oferece-lhe um sabre de Dragão, também usado pelo Brasil. |
Há poucas informações sobre as espadas no início do século XIX - só após a década de 1830 é que se pode falar em um real sistema nacional. Mesmo os modelos regulamentares Portugueses são muito raros no país, o que nos leva a crer que não tivessem sido adotados plenamente, armas mais antigas tendo permanecido em uso. Desta forma, os dados das páginas que se seguem são, basicamente, aqueles que podem ser deduzidos da iconografia e das peças existentes em museus.
Não podemos falar, ainda, em modelos padronizados, havendo grande liberdade por parte dos oficiais na compra de suas armas individuais - os mais ricos (ou com maior patente) podiam adquirir peças mais ricamente trabalhadas, seguindo apenas as linhas gerais dos modelos oficiais. Havia também a possibilidade de uso de espadas mais pobres, do tipo usado pelos soldados, por aqueles que não tinham recursos para comprar suas próprias armas ou que não estivessem interessados em adquirir uma arma mais vistosa. O quadro ao lado, do General Osório mostra uma dessas situações, pois ele está equipado com uma arma mais robusta do que o sabre de general, que teria direito de usar.
Finalmente, observamos que hoje o Exército usa os termos "espada" e "sabre" com sentidos diferentes dos que tinham até meados do século XX, o que gera algumas confusões com documentos históricos - mais corretos em nossa opinião. Para evitar esse tipo de confusão adotamos a nomenclatura do Império e qualquer dúvida pode ser resolvida com uma consulta ao glossário