Clavina

Home Acima Espingarda Pistola Clavina Carabina Bacamarte

Clavina Paget, inglesa, com presilha de vareta. De um manual militar brasileiro de 1851.

A clavina, arma de fogo do homem montado, teve seu uso reduzido no século XIX: ao contrário de Portugal, que dava ênfase à tropas de Dragões (com treinamento de infantaria montada), o Império preferiu adotar uma força de cavalaria mais especializada, seguindo as linhas francesas. Cada regimento do Rio Grande do Sul passou a ser dividido em esquadrões de lanceiros e clavineiros, sendo que estes últimos eram minoritários (normalmente um esquadrão por regimento), aproveitando as habilidades eqüestres dos gaúchos. A exceção foi o 1o Regimento de Cavalaria, único regimento sediado no Rio, que era totalmente equipado com armas de fogo.

Do ponto de vista dos detalhes construtivos, novamente, a clavina não é uma arma que tenha sofrido muitas modificações no início do século XIX, as características dela ainda sendo, basicamente, as das clavinas do século anterior. As modificações que aconteceram foram em detalhes, destinados aumentar a confiabilidade da arma, como a adoção da vareta de ferro e o uso de uma peça na boca da arma, que impedia que a vareta se soltasse dela: uma vantagem para o homem que tinha que carregar a arma enquanto montado.

Como a espingarda, a clavina regulamentar brasileira também passou a seguir linhas francesas a partir da década de 1830, apesar das armas inglesas ainda serem comuns até a Guerra do Paraguai. É fácil distinguir uma clavina inglesa de uma francesa: essas últimas normalmente tinham uma coronha mais curta, deixando grande parte do cano descoberto, além de terem as guarnições de latão.

Clavina Inglesa

Dados técnicos:

Calibre:

19 mm

Comprimento:

c. 90 cm

Peso:

c. 3,2 kg

Alcance útil:

50 m

Cadência de fogo:

2 tiros por minuto

Clavina Light Dragoon, do início do século XIX, ainda capaz de receber baioneta.